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Comunicações

Ana Antunes
Arquitecta


“Terra – O futuro para uma Arquitetura Ecológica e Sustentável”


Resumo
Eco Arquitectura e Sustentabilidade, dois conceitos cada vez mais em voga. Numa sociedade mais consciente do impacto do ser humano no nosso planeta, a busca por diferentes soluções para reduzir a nossa pegada ecológica tem vindo a tomar proporções cada vez mais significativas.
Quando ouvimos falar em Eco Arquitectura e Arquitectura Sustentável, acabamos por nos deparar com uma arquitectura que se justifica com o aproveitamento dos elementos da natureza ou com recurso a métodos construtivos complexos que deverão reduzir as nossas necessidades energéticas.
Ao longo dos últimos anos a Arquitectura tem-se deparado com um acréscimo de exigências técnicas e legais e regulamentos que têm sido implantadas em todo o Mundo. Reflexo destas exigências, o valor da construção tem aumentado substancialmente. Tudo em prole da “Sustentabilidade”.
A Sustentabilidade foi reduzida à aquisição de certificações e um jogo de mercado. Para uma aplicação real e plena destes conceitos é essencial conseguir desenvolver uma arquitectura que responda às necessidades da sociedade contemporânea, dentro do seu contexto económico e claro respeitando o meio ambiente. Que seja socialmente justa, economicamente viável e ecologicamente correta.
Terra - um material que faz parte da história da arquitectura em todo o mundo e no entanto com a Industrialização e crescimento económico foi anulada, esquecida. Considerado um material menor, directamente ligado ao passado e pobreza.
Pretende-se analisar de que forma a construção em Terra se enquadra dentro destes conceitos e como consegue dar respostas a todas as suas valências. Um olhar ao passado e um vislumbre do futuro.


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Eduardo Cardoso


“Responsabilidade para uma Ação Sustentável”

Resumo
Esta comunicação pretende fazer uma reflexão e debate sobre o percurso a fazer “Responsabilidade para uma Ação Sustentável”. Depois da consciencialização global sobre a gestão dos recursos, reciclagem, aproveitamento de recursos naturais endógenos, eficiência energética, entre outros, já integrados socialmente, surge com urgência a necessidade de debater a questão de “até que custo podemos ser sustentáveis” ou “Não estaremos a tornar esta questão óbvia de sustentabilidade num negócio com poucos resultados sociais práticos?” ou então “Eco-Fashion vs Consumo Responsável”. A proposta desta comunicação resume-se em abordar as questões relacionadas com o uso responsável de recursos como medida sustentável de crescimento e não a utilização a todo o custo de estratégias e soluções na senda do desempenho “Verde”, “Eco” ou “Fashion”. Cada um deve ser responsável pelos seus atos, só assim poderá aspirar a tornar-se sustentável nas suas ações. A mudança de paradigma “Sustentabilidade-Responsabilidade” permite abordar a forma como a consultadoria e projeto pode abordar os projetos, passando dos serviços mínimos de caderno de encargos ao serviço de excelência e intelectualmente desenvolvidos. Esta comunicação deve ser entendida como um contributo ao debate atual sobre a gestão dos investimentos públicos e privados no sentido da gestão eficiente de recursos, sustentabilidade e prosperidade económica, através da responsabilização dos diversos intervenientes pela conceção, realização e operação dos edifícios, facilmente transponível para qualquer área da nossa existência, estimulando e fomentando a ética ecológica e a responsabilidade individual como valores pilar de uma sociedade livre, prospera e em harmonia.


Palavras-chave: Amenidade, Responsabilidade, Sustentabilidade


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Gilberto Duarte Carlos
CI-ESG| Centro de Investigação da Escola Superior Gallaecia


“VERSUS: Lições do Património Vernáculo para uma Arquitectura Sustentável”


Resumo
A presente comunicação expõe, de forma sintética, os resultados e considerações do Projecto de Investigação VerSus (financiado pela União Europeia).
O projecto VerSus pretende estabelecer uma abordagem crítica ao Legado Vernáculo, reflectindo sobre a sua potencial aplicação operativa, em detrimento da habitual perspectiva descritiva.
O seu principal objectivo passa por identificar e compreender os princípios elementares do conhecimento vernáculo e o seu possível contributo para a sustentabilidade da Arquitectura.
Os ensinamentos extraídos foram sistematizados através de princípios conceptuais definidos a partir da identificação de estratégias de teor sustentável, que se materializam de forma progressiva e intuitiva no repertório de soluções vernáculas e que apresentam potencial de consideração e integração na arquitectura contemporânea.
O projecto teve como ponto de partida uma reflexão conceptual acerca das definições básicas da arquitectura vernácula e da arquitectura sustentável. Em termos metodológicos, e após uma profunda revisão do estado da arte subjacente, a equipa de investigação adoptou uma perspectiva multidisciplinar sustentada na articulação de três âmbitos essenciais: sustentabilidade ambiental, sustentabilidade socioeconómica e sustentabilidade sociocultural.
Durante três anos, uma equipa de Investigação Internacional, coordenada pela Escola Superior Gallaecia, analisou a problemática nas suas diversas escalas, dimensões e contextos, tendo como principal área de estudo o território Europeu. Os seus resultados tiveram ainda a particularidade de serem concertados em inúmeras acções de carácter formativo e pedagógico, de forma a incrementar a eficiência do plano de disseminação estabelecido; potenciando a sensibilização dos principais intervenientes na produção arquitectónica contemporânea.


Palavras-chave: desenvolvimento sustentável, recursos, optimização, adaptação

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Paulo Custódio
Aluno de Mestrado Integrado em Arquitetura da Universidade de Évora


“Os fornos de cal do Baixo Guadiana, contributo para um estudo arquitetónico”


Resumo
A comunicação, baseada no trabalho de dissertação, visa a exposição da arquitetura, da materialidade e dos aspetos culturais intrínsecos aos fornos de cal do território do Baixo Guadiana.
Estes fornos, 33 de laboração intermitente e 5 de laboração contínua, foram construídos em meados do século passado, entre as vilas de Castro Marim e Mértola, e terão cessado a sua produção em meados da segunda metade do mesmo século. Em comum, usufruíram da presença do rio, como via de comunicação para a receção/ escoamento de matéria-prima/ produto final.
Os fornos de cal de laboração intermitente, cuja tipologia foi introduzida pelos romanos há aproximadamente 2000 anos, constituem um prolongamento dos fornos do Algarve Calcário. Morfologicamente, são compostos por uma única câmara, de planta circular, que sofre um
ligeiro estrangulamento num nível inferior.
Por outro lado, os fornos de cal de laboração contínua, foram introduzidos pela empresa mineira inglesa Mason & Berry, que explorou o depósito pirítico de São Domingos durante mais de um século (1856-1966). Morfologicamente, são compostos por duas câmaras sobrepostas e separadas, geralmente, por uma grelha metálica.
O trabalho de dissertação, que se torna pioneiro no sentido do levantamento gráfico (planta, alçado, corte) dos fornos e de definir uma possível estratégia de recuperação destas estruturas com as entidades locais, tem como objetivo contribuir para o aumento do conhecimento sobre uma indústria artesanal em avançado estado de degradação, evitando a perda de um legado material e imaterial, definidor de uma identidade própria
da bacia do Mediterrâneo.


Palavras-chave: território, fornos de cal, património material e imaterial


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Luis Prieto

Mestre estucador
artesdelascalesylosyesos.wordpress.com

“El yeso. El eterno desconocido”


Resumo
Breve historia del yeso. El primer material constructivo calcinado por el hombre.
Viaje del creciente fértil a la actualidad.
Tipos de yesos. Usos. Propiedades.
Revocos de yeso. Yesos al exterior, desmitificación. Estucos de yeso. Mezclas de yeso y cal.
Panorámica actual del yeso.
Futuro del yeso.


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Henrique Richard (1), Carlos Lima (1) e Renato Brito (2)
(1) Artista plástico, (2) Arquitecto


“Produção de cal hidráulica natural na aldeia de Dine- Parque Natural do Montesinho”


Resumo
Em Maio de 2014 na Aldeia de Dine – Parque Natural de Montesinho - foi reactivado um forno de cal que já não funcionava desde 1964. Para tal, um colectivo de 3 pessoas - Henrique Richard, Carlos Lima e Renato Brito - arrancaram os torgos necessários (raiz de urze) e partiram a pedra calcária. Com a preciosa ajuda de testemunhos vivos de gente que trabalhou na produção desta cal foi possível reactivar o forno. Pelo empenho da Palomar em promover a construção ecológica e sustentável, propõe-se a partilha desta experiência de investigação que consiste na apresentação do processo de produção desta cal e na realização de pequenas experiências usando este material.
Neste momento, está em preparação a organização para o reacendimento do forno de cal de Dine, desta vez para produzir cal viva.

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Tânia Teixeira e Nuno Grenha
Oficinas do Convento
www.oficinasdoconvento.com


“Das Oficinas do Convento às Oficinas da Cerâmica e da Terra: percursos de Tradição e Inovação"

Resumo
Esta comunicação contará o percurso desde os primórdios da associação aos dias de hoje, passando pelas suas actividades e focando sobre intenções e futuro, mostrando alguns projectos mais recentes onde os materiais tradicionais se unem aos Blocos de Terra Comprimida, desenvolvidos e produzidos na Oficina de Cerâmica e da Terra, inaugurada este ano. É um percurso de crescimento ao longo de 20 anos, onde a reconstrução dos espaços que a associação habita, o Convento de S. Francisco e um antigo Telheiro, são diariamente resgatados do seu estado de ruína (através da auto-construção ou de construção convencional), para serem preenchidos por actividades artísticas pela comunidade.