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Palestras Encontro
Arquitectos Sin Fronteras, Grupo de Trabajo Senegal
Demarcación de Madrid
asfmadrid.blogspot.pt/


Taller Entre Tierras. Voluntariado y Formación en Terreno en Joal Fadiouth, Senegal. 
Construimos Derechos.”

Resumo

Arquitectos Sin Fronteras quería compartir lo aprendido en el transcurso de doce años de trabajo en Joal-Fadiouh (Senegal), con personas interesadas en la cooperación y en el voluntariado, a través de un taller que tenía por objetivos mejorar, tanto el proyecto de cooperación como herramienta de desarrollo, como el conocimiento y la experiencia de los participantes en las diferentes fases del mismo. El taller tenía como actividad principal, la construcción de un modulo de venta, antigua demanda de la Asociación Mouvement Dinamique Femme (beneficiarias del Centro Social Fuenlabraba, primer proyecto realizado por ASF en Joal). La construcción del proyecto se realizó con técnicas constructivas respetuosas con el medio ambiente y de bajo coste. El sistema utilizado para su construcción fue el BTC (Bloque de Tierra Compactada y estabilizada con cemento), aunque también se emplearon otras técnicas constructivas locales (carreau cassé, quirinting y coquillage).
El aprendizaje de estas técnicas constructivas se realizó en parte por un experto de CRATerre y en gran medida por una representación del equipo de obra, que anteriormente había trabajado en otros proyectos de ASF en Joal. A lo largo de las seis semanas del taller los participantes, realizaron diferentes trabajos, desde la identificación y mezcla de las tierras, hasta la fabricación de los BTC con la máquina CINVA-Ram y la ejecución del aparejo de los muros y de las celosías. Con criterios de sostenibilidad y reciclaje también se realizaron los revestimientos, las dos puertas de la tienda y los caminos de acceso a la misma.

Palavras-chave: BTC, Tierra, Sostenibilidad, Reciclaje, Técnicas locales


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Eduardo Cardoso

ecenergia@gmail.com

“Responsabilidade para uma Ação Sustentável”


Resumo

Esta comunicação pretende fazer uma reflexão e debate sobre o percurso a fazer “Responsabilidade para uma Ação Sustentável”. Depois da consciencialização global sobre a gestão dos recursos, reciclagem, aproveitamento de recursos naturais endógenos, eficiência energética, entre outros, já integrados socialmente, surge com urgência a necessidade de debater a questão de “até que custo podemos ser sustentáveis” ou “Não estaremos a tornar esta questão óbvia de sustentabilidade num negócio com poucos resultados sociais práticos?” ou então “Eco-Fashion vs Consumo Responsável”. A proposta desta comunicação resume-se em abordar as questões relacionadas com o uso responsável de recursos como medida sustentável de crescimento e não a utilização a todo o custo de estratégias e soluções na senda do desempenho “Verde”, “Eco” ou “Fashion”. Cada um deve ser responsável pelos seus atos, só assim poderá aspirar a se tornar sustentável nas suas ações. A mudança de paradigma “Sustentabilidade-Responsabilidade” permite abordar a forma como a consultadoria e projeto pode abordar os projetos, passando dos serviços mínimos de caderno de encargos ao serviço de excelência e intelectualmente desenvolvidos. Esta comunicação deve ser entendida como um contributo ao debate atual sobre a gestão dos investimentos públicos e privados no sentido da gestão eficiente de recursos, sustentabilidade e prosperidade económica, através da responsabilização dos diversos intervenientes pela conceção, realização e operação dos edifícios, facilmente transponível para qualquer área da nossa existência, estimulando e fomentando a ética ecológica e a responsabilidade individual como valores pilar de uma sociedade livre, prospera e em harmonia.

Palavras-chave: Amenidade, Responsabilidade, Sustentabilidade


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Oriol Domínguez

Terrachidia
www.terrachidia.es/


"Aprendiendo de la tradición: la experiencia de Terrachidia en el sur de Marruecos"

Resumo
Vivimos un momento de cambio en el que es necesario repensar la manera en la que construimos. El modelo establecido, aquel en el que hemos sido formados, se ha demostrado insostenible, y los arquitectos tenemos la responsabilidad de buscar y aplicar alternativas viables.
Se presenta el trabajo de la Asociación Terrachidia, cuyo principal objetivo es dar a conocer y poner en valor el patrimonio arquitectónico tradicional construido con tierra. La asociación tiene en marcha un proyecto en el Oasis de M’Hamid, en el valle del Drâa, al sur de Marruecos, un lugar donde la arquitectura con tierra es omnipresente, integrada en el paisaje y en la comunidad, donde la construcción forma parte de la vida de las personas. Los trabajos de recuperación se llevan a cabo meidante talleres es en esencia prácticos, planteados como un espacio donde embarrarse, en una arquitectura planteada como vivencia, como experiencia directa que permita reconocer el material con todas sus cualidades.

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Fabrice Duffaud1 e Marie-Georges Pagel-Brousse2

1 Union REMPART, International officer, 2 Union REMPART, Vice-president
www.rempart.com/


“Restoring cultural heritage and empowering citizens through voluntary work: a contribution to heritage preservation with REMPART”


Resumo
REMPART is a French NGO dealing with heritage preservation and voluntary work for 50 years. Organised by 170 French associations throughout France, REMPART workcamps welcome every year volunteers coming from France and from all over the world, skilled or not. REMPART members work on a wide variety of cultural heritage sites: chapels, priories, castles, villages, barns ... listed buildings or less obvious items of heritage. Each site entrusted to a REMPART member is part of a local development program and therefore not only is it preserved or restored, but it is also given a new purpose and actually reused. For REMPART, voluntary restoration work is not only a highly visible way to take action for heritage assets but also an excellent way to sow the seeds for “heritage awareness”.

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Esta Es Una Plaza

estaesunaplaza.blogspot.pt/

La tradición rural como modelo de empoderamiento urbano


Resumo

Recuperación de técnicas tradicionales de construcción y dinámicas de trabajo comunitario a través de la organización, construcción y disfrute de un horno de adobe en un solar autogestionado del centro de Madrid.

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Cláudia de Oliveira Calado Gaspar

Doutoranda do Departamento de Arquitectura e Centro de História da Arte e Investigação Artística da Universidade de Évora

Arquitectura em terras ermas, a casa agrícola como tipologia de conjunto”


Resumo

A comunicação apresenta as estruturas arquitectónicas características do Alentejo, os montes, procurando estabelecer as relações da sua génese e forma com o Território, em particular na zona do Litoral.
Perante a problemática da desertificação neste território e das construções de arquitectura tradicional abandonadas, irá reflectir-se sobre a salvaguarda e regeneração do património construído, preservando a identidade e cultura tradicional; e fazer o reconhecimento dos elementos relevantes na arquitectura vernacular do monte alentejano e dos seus elementos de transformação da paisagem, sua morfologia, materiais, técnicas construtivas e relações espaciais.
O objectivo da investigação em curso é reconhecer e demonstrar que, para além do modelo arquitectónico específico do Alentejo Litoral, existem também outras estruturas construídas que lhe estão inerentes e estabelecem uma relação na sua origem e forma com o território. Trata-se de caracterizar uma tipologia de conjunto, identificando os elementos morfológicos e operativos da paisagem neste território, que é um território de produção, e que podem servir como potencial num modelo de reconversão daquela estrutura.
Pretende-se assim valorizar a paisagem cultural e os aspectos morfológicos, construtivos, materialidades e espacialidades das construções vernaculares deste Território, contribuindo para a salvaguarda do património rural e para um conhecimento mais aprofundado sobre os montes no Alentejo Litoral.

Palavras-chave: monte, tipologia, Alentejo Litoral, vernacular, território, arquitectura.


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Joana Gonçalves1, Ricardo Mateus2 e Teresa Ferreira3

1Universidade do Minho, Escola de Arquitectura - arq.joanag@gmail.com, 2 Universidade do Minho, Escola de Engenharia - ricardomateus@civil.uminho.pt, 3 Universidade do Minho, Escola de Arquitectura

“Da terra à terra: a construção das Quintas da Terra Fria do Nordeste Transmontano ”


Resumo

Reconhecendo o impacto do desenho arquitectónico nos modos de vida e no ambiente, propõe-se uma (re)leitura crítica da arquitetura vernácula transmontana, procurando identificar estratégias que a relacionem com o homem e o território, e que possam ser reinterpretadas hoje no sentido de uma maior sustentabilidade social, ambiental e económica que, simultaneamente, respeitem a identidade local.
A investigação que se apresenta centrou-se nas quintas da Terra Fria do Nordeste Transmontano, caracterizadas pela dispersão em torno dos núcleos urbanos, que eram a sua oportunidade e razão de ser. Estas quintas, mais do que um objeto arquitectónico isolado, constituem um complexo de relações entre o doméstico, o território, a comunidade e os modos de vida, um sistema gerador de paisagem.
A envolvente é, assim, apropriada em função das necessidades, fornecendo os meios e as matérias-primas para subsequentes processos de transformação. Verificou-se uma tendência para a permanência durante séculos dos modos de construir tradicionais não só por estes serem os únicos conhecidos mas, sobretudo, por serem os que utilizavam os recursos existentes no local, salientando-se a autossuficiência destas quintas.
Em fim de vida estas estruturas não representam uma marca permanente e irreversível no território, como é evidente nos casos identificados em ruína. Por vezes, o local de implantação já não é identificável, tendo sido absorvido pela vegetação; noutros casos, os materiais das casas abandonadas foram reciclados em posteriores construções. Apesar das mais-valias ecológicas destes processos, a dissolução completa contribui para uma perda acelerada da memória, essencial ao reconhecimento do lugar e da identidade da comunidade, urgindo reconhecer e valorizar este património.

Palavras-chave: sustentabilidade, construção, autossuficiência, identidade, arquitetura vernácula


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Ana Luísa Luz1 e J. Sousa 2

1 Centro de Estudos de Sociologia da Universidade Nova de Lisboa & Chão-de-Gente, 2 Anthropology Centre for Conservation, Environment & Development, Oxford Brookes University & Chão-de-Gente

“Conter o mar com lama, paus, folhas e pvc”


Resumo

Na Guiné-Bissau o arroz é o alimento-base e é produzido de duas formas: num sistema agrícola itinerante na floresta (arroz pampam), ou em mangal, recorrendo a um sistema complexo de diques e canais construídos de acordo com técnicas locais (arrozde bolanha). Durante a guerra da independência (1963-1974) grande parte das bolanhas foram destruídas verificando-se desde um passado recente a sua recuperação para garantir a produção de arroz.
Em Caequene, uma aldeia nalu do sul da Guiné-Bissau, cultiva-se arroz de pampam e de bolanha, permeado por outras culturas. Em 2013 os jovens da aldeia, com o apoio dos mais velhos (garandis), prepararam-se para recuperar as suas bolanhas. Era necessário erguer o dique principal, estrutura construída sobretudo com lama, que controla as marés e o nível da água das chuvas. As bombas de água, antes construídas a partir de troncos de cibe (Borassus aethiopium), são por vezes feitas com tubos de PVC pela sua maior resistência. A construção é dividida em 5 fases: limpeza da vegetação (pabi); arranque de raízes (rinca raízes); pisa-lama (tchaboca), levantamento do dique (lantanda orique) e corte do rio (fitcha riguero).
Para a construção do dique é necessário organizar e reunir mão-de-obra, o que é feito entre mulheres, homens, velhos e jovens. Entre eles são partilhados o conhecimento e as competências necessárias que resultam da experiência acumulada de geração em geração e de inovações incorporadas no tempo actual. É nessa partilha, feita inclusive entre etnias, que se verifica a principal componente da construção de conhecimento.

Palavras-chave: arroz, Guiné-Bissau, mangal, lama, dique.


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Nuno Martins

Palombar – Associação de Conservação da Natureza e do Património Rural
www.palombar.pt


“Reconstruindo saberes: intervir pelo património rural”


Resumo

A Palombar – Associação para a Conservação da Natureza e do Património Rural é uma associação sem fins lucrativos criada em 2000 com o objectivo de valorizar e revitalizar os pombais tradicionais do nordeste transmontano. Volvida mais de uma década de trabalho, as suas áreas de acção foram-se alargando, ainda que mantendo os pombais – palombares, em mirandês - como ponto de referência. Os seus novos objectivos estão agora bem expressos no seu nome completo: a conservação dos ecossistemas agrícolas e selvagens da região, assim como a preservação do património edificado e respectivas técnicas tradicionais de construção.
A manutenção de pombais, a organização de campos internacionais de trabalho voluntário, a reflorestação de árvores autóctones ou a realização de formações são apenas algumas das tarefas desempenhadas no âmbito de uma intervenção que tem a partilha de conhecimentos como princípio fundamental.

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Vanesa Solano


“Proyecto Biobui(l)t Txema: un ejemplo de bioconstrucción en el barrio del Raval”


Resumo

¿Quién dijo que la Bioconstrucción sólo se puede llevar a cabo en un entorno rural? BioBuilt-Txema es un edificio actualmente en ejecución totalmente compostable, ejemplo de diseño colectivo y realizado mediante la autoconstrucción en el casco antiguo de Barcelona. La excusa perfecta para obtener conocimientos en este tipo de construcción, pero también experiencias de tipo social y de economía compartida. El resultado será un equipamiento para el barrio.

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Daniel Vale

FAUP - CEAPA, fernandesvale@hotmail.com

Arquitectura Vernacular na Terra Fria Transmontana – Pinheiro Novo, Vinhais”


Resumo

A presente comunicação descreve o trabalho de investigação levado a cabo no Pinheiro Novo, aldeia localizada em Vinhais, a cerca de três quilómetros da fronteira com Espanha. O trabalho teve como objectivo caracterizar a arquitectura vernacular da aldeia, através da identificação e inventariação de tipologias características, da identificação de materiais construtivos e técnicas de construção tradicionais, da compreensão do espaço físico e da estruturação de base para a implantação do aglomerado e das construções e será, em última análise, um contributo para a valorização e salvaguarda da arquitectura vernacular da região. Simultaneamente, este trabalho foi entendido como um ponto de partida para um trabalho de investigação da arquitectura vernacular na Terra Fria Transmontana, como tema principal do Programa de Doutoramento da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto. A aldeia, analisada enquanto unidade de paisagem e unidade base de povoamento no meio rural transmontano, de que a arquitectura vernacular faz parte e sem a qual não nos parece fazer sentido.
Sobretudo numa parcela de território nacional que não tem sido devidamente estudada, que é parte de um todo mais abrangente e cujas características não sendo compartimentos fechados em si, resultam de uma complexa teia de interdependências que se estabeleceram ao longo do tempo entre o território nas suas múltiplas dimensões e uma população na sua própria circunstância. Através do estudo da organização da aldeia e da situação das suas construções, o presente trabalho procura compreender a origem dessa arquitectura vernacular, e como foi profundamente influenciada pelo solo, pelo isolamento, pelas culturas, pelo clima e pela vegetação. Por outro lado, o trabalho apresentado descreve a forma como a própria localização da aldeia, apenas a alguns quilómetros de Espanha, desempenhou um papel decisivo na definição da sua identidade e da arquitectura local, especialmente até à primeira metade do século vinte.
A eminência de se perder um património tão rico como o da arquitectura vernacular da Terra Fria Transmontana foi o mote para o início deste trabalho. Um território cada vez mais abandonado e arquitectura que já não tem gente mas que urge saber valorizar, conservar e reabilitar. É essa contribuição que pretendemos dar.